sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Wired lança jogo sobre pirataria na costa da Somália

Game mistura crime e capitalismo para explicar o plano de negócios dos criminosos.


Scott Carney publicou um artigo interessante na Wired sobre a relação entre o capitalismo e a pirataria na Somália. Além de gerar polémica com a união dos dois assuntos, os editores decidiram lançar um game em seu site chamado Cutthroat Capitalismo para ilustrar e tornar o conteúdo um pouco mais iterativo.

Carney explica que empresas e autoridades não se incomodam tanto com a prática, pois não têm fôlego para o combate. Eles ganham mais (ou perdem menos) ao tolerar essas ações do que lutando contra, afirmou.

No game, o usuário é um pirata somaliano que conseguiu a quantia de US$ 50 mil de líderes tribais e investidores para começar os ataques. O objetivo é sequestrar as embarcações comerciais que tentam atravessar o Golfo de Aden e fazer com que as empresa paguem pela liberdade da carga e da tripulação.

Você sempre quis ser um pirata… Capturando navios, pedindo resgates e ganhando milhões, ironizou Noah Schachtman, jornalista responsável pelo blog Danger Room da revista.

A tática consiste em escolher um alvo e mover seu navio. Se ele for mais lento, ou tiver defesas inferiores, a abordagem será um sucesso. A partir desse ponto é necessário escolher uma tática de negociação para convencer o responsável pela embarcação a pagar o que você está pedindo.

Primeiro é necessário definir um preço. Os próximos passos são escolher a forma de tratamento dos reféns e tom da negociação. Você pode tratar bem um sequestrado e dar uma de durão na hora de negociar. Dependendo do seu desempenho, é possível faturar muito dinheiro com apenas um barco.

Para uma negociação fechada em US$ 1 milhão, por exemplo, a divisão fica da seguinte forma: US$ 100 mil divididos entre a segurança e líderes tribais, US$ 500 mil para quem está financiando as operações, US$ 270 mil para dividir entre a tripulação e US$ 30 para garantir novos ataques. Cada ataque bem sucedido pode render mais um tripulante, o que aumenta as chances de captura de navios maiores.

Carney acredita que a pirataria na costa da Somália funciona mais como um plano de negócios do que uma simples série de crimes bem organizados.


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